O que é Azure Active Directory e para que serve?

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O Azure Active Directory (Azure AD) é o serviço de gerenciamento de identidades e acesso em nuvem da Microsoft, responsável por autenticar usuários, dispositivos e aplicações dentro de um ambiente corporativo. Funciona como o “porteiro digital” da sua organização, controlando quem tem acesso a quais recursos—seja um email corporativo, um aplicativo SaaS ou uma máquina virtual na nuvem—garantindo que apenas pessoas autorizadas consigam entrar.

Para empresas que adotam a nuvem Microsoft, o Azure AD é essencial. Ele simplifica o gerenciamento de identidades eliminando a necessidade de múltiplos logins, oferece autenticação multifatorial para aumentar a segurança, e integra-se perfeitamente com Microsoft 365, Azure e milhares de aplicações terceirizadas. Além disso, facilita o trabalho híbrido ao permitir acesso seguro de qualquer lugar, sincronizando identidades entre ambientes locais e cloud.

Implementar e otimizar o Azure AD corretamente é fundamental para a transformação digital segura. Uma configuração inadequada pode gerar brechas de segurança ou dificultar a produtividade da equipe—por isso, contar com especialistas que entendem a estratégia de identidades é crucial para maximizar o potencial dessa ferramenta.

O que é o Azure Active Directory (Microsoft Entra ID)?

Definição e visão geral: do Azure AD ao Microsoft Entra ID

O Azure Active Directory, hoje oficialmente renomeado para Microsoft Entra ID, é o serviço de gerenciamento de identidades e acessos baseado em nuvem da Microsoft. Ele atua como ponto central de controle para autenticar usuários, autorizar acessos e proteger recursos digitais em ambientes corporativos modernos — sejam aplicações internas, serviços do Microsoft 365, plataformas SaaS ou infraestruturas hospedadas no Microsoft Azure.

Em termos objetivos, o Azure AD responde a três perguntas fundamentais: quem é esse usuário?, ele tem permissão para acessar esse recurso? e esse acesso é seguro dado o contexto atual? Todas essas decisões ocorrem em milissegundos, de forma transparente para o usuário final, enquanto camadas robustas de segurança operam silenciosamente em segundo plano.

A transição para o nome Microsoft Entra ID, anunciada pela Microsoft em 2023, integra uma expansão mais ampla do portfólio de identidade da empresa, que passou a englobar soluções como o Microsoft Entra Permissions Management e o Microsoft Entra Verified ID. O nome mudou, mas a essência do serviço permanece intacta — e grande parte do mercado ainda adota os termos “Azure Active Directory” ou “Azure AD” no cotidiano.

Diferença entre Active Directory tradicional (on-premises) e Azure Active Directory (nuvem)

Muitas organizações confundem o Azure Active Directory com o Active Directory Domain Services (AD DS), o serviço de diretório local da Microsoft presente em ambientes Windows Server desde o final dos anos 1990. Apesar de compartilharem o nome e alguns conceitos, tratam-se de soluções fundamentalmente distintas em arquitetura, propósito e funcionamento.

  • Active Directory local (AD DS): concebido para gerenciar identidades dentro de redes corporativas on-premises. Utiliza protocolos como Kerberos e LDAP, organiza recursos em domínios, florestas e unidades organizacionais (OUs), e depende de controladores de domínio físicos ou virtuais administrados pela própria empresa.
  • Azure Active Directory (Microsoft Entra ID): desenvolvido para o universo da nuvem e da mobilidade. Não utiliza Kerberos nem LDAP nativamente — opera com protocolos modernos como OAuth 2.0, OpenID Connect e SAML. É um serviço gerenciado pela Microsoft, dispensando servidores próprios, e foi construído para autenticar acessos à internet, a aplicações SaaS e a recursos distribuídos globalmente.

Outra distinção relevante envolve escalabilidade e responsabilidade operacional. Com o AD DS, a empresa responde por toda a infraestrutura: patches, backups e alta disponibilidade dos controladores de domínio. Com o Azure AD, a Microsoft assume essa responsabilidade, entregando um SLA de 99,99% de disponibilidade. Para organizações que precisam manter os dois ambientes em paralelo, a Microsoft disponibiliza o Azure AD Connect, ferramenta que sincroniza identidades entre o diretório local e a nuvem.

Para que serve o Azure Active Directory?

Gerenciamento de identidades e acessos (IAM)

A função central do Azure Active Directory é o Identity and Access Management (IAM) — controlar quem pode acessar o quê dentro do ambiente digital de uma organização. Isso abrange o ciclo de vida completo das identidades: criação de contas, atribuição de permissões, revisões periódicas de acessos e desativação de usuários desligados.

Com o Azure AD, administradores de TI definem políticas granulares de acesso baseadas em grupos, funções (roles) e atributos de usuário. É possível, por exemplo, restringir o acesso a determinado sistema ERP apenas a membros do departamento financeiro, ou exigir aprovação explícita antes que desenvolvedores interajam com ambientes de produção. Essa granularidade reduz a superfície de ataque e minimiza o risco de exposição de dados sensíveis.

Autenticação única (Single Sign-On — SSO)

O Single Sign-On (SSO) figura entre os recursos mais valorizados pelas empresas que adotam o Azure AD. Com ele, o usuário realiza um único login — geralmente com credenciais corporativas — e obtém acesso a todas as aplicações integradas ao diretório, sem precisar inserir a senha novamente a cada sistema.

Na prática, um colaborador que acessa o computador pela manhã já está automaticamente autenticado no Microsoft Teams, no SharePoint, no Salesforce, no ServiceNow, no Adobe Creative Cloud e em dezenas de outros aplicativos SaaS — tudo com uma única credencial gerenciada centralmente. O Azure AD suporta SSO para mais de 3.000 aplicações pré-integradas em sua galeria, além de permitir integrações personalizadas via SAML, OAuth e OpenID Connect.

Os benefícios vão além da conveniência: com menos senhas para administrar, os usuários tendem a criar credenciais mais robustas, e a equipe de TI ganha visibilidade centralizada sobre todos os acessos realizados na organização.

Autenticação multifator (MFA) e acesso condicional

Senhas isoladas não são mais suficientes para proteger ambientes corporativos. O Azure AD oferece Autenticação Multifator (MFA) nativa, exigindo que o usuário confirme sua identidade por um segundo fator — como um código gerado pelo aplicativo Microsoft Authenticator, uma chamada telefônica ou uma chave de segurança FIDO2 — além da senha convencional.

Associado ao MFA, o acesso condicional é uma das funcionalidades mais sofisticadas do Azure AD. Em vez de simplesmente bloquear ou liberar um acesso, ele avalia o contexto completo da tentativa de login antes de tomar qualquer decisão:

  • O usuário está acessando de um dispositivo gerenciado ou pessoal?
  • A localização geográfica é compatível com o padrão habitual de uso?
  • O endereço IP consta em alguma lista de risco conhecida?
  • O horário de acesso está fora do expediente regular?
  • A aplicação acessada contém dados sensíveis ou regulados?

Com base nessas variáveis, o sistema pode exigir verificação adicional, bloquear o acesso, restringir funcionalidades ou encaminhar o usuário para uma revisão de segurança. Essa abordagem está alinhada ao modelo Zero Trust, que parte do princípio de que nenhum acesso deve ser confiado automaticamente, independentemente de a solicitação partir de dentro ou fora da rede corporativa.

Gerenciamento de dispositivos e integração com Microsoft 365 e Azure

O Azure AD é a espinha dorsal de identidade de todo o ecossistema Microsoft. Ele se integra nativamente ao Microsoft 365 (Teams, Exchange Online, SharePoint, OneDrive), ao Azure (controle de acesso a recursos de infraestrutura via RBAC) e ao Microsoft Intune para gerenciamento de dispositivos móveis e endpoints corporativos.

Dispositivos podem ser registrados ou ingressados no Azure AD (Azure AD Join ou Hybrid Azure AD Join), viabilizando a distribuição automática de políticas de segurança, configurações e aplicações. Um notebook novo entregue a um funcionário pode ser configurado do zero — com todos os aplicativos, políticas e permissões necessários — simplesmente pelo login com credenciais corporativas do Azure AD. Esse processo, conhecido como Windows Autopilot, elimina a necessidade de imagens manuais e reduz consideravelmente o tempo de onboarding de dispositivos.

Uso como provedor de identidade para aplicações externas (ex.: AWS, SaaS)

O Azure AD não se restringe ao ecossistema Microsoft. Ele opera como um Identity Provider (IdP) universal, capaz de autenticar usuários em plataformas completamente externas. A Amazon Web Services (AWS), por exemplo, suporta federação com o Azure AD via SAML 2.0, permitindo que colaboradores acessem o console da AWS com suas credenciais Microsoft sem necessidade de contas separadas.

O mesmo se aplica a centenas de aplicações SaaS amplamente adotadas: Salesforce, Workday, Slack, Zoom, GitHub Enterprise, Atlassian, SAP SuccessFactors, entre outras. A capacidade de centralizar a identidade corporativa em um único diretório — independentemente de onde as aplicações estão hospedadas — é um dos principais argumentos para a adoção do Azure AD em empresas que operam em ambientes multicloud ou com portfólios diversificados de software.

Como o Azure Active Directory funciona?

Arquitetura e componentes principais: tenants, usuários, grupos e funções

A unidade fundamental do Azure AD é o tenant — uma instância dedicada e isolada do serviço, vinculada a uma organização específica. Ao criar uma conta no Microsoft 365 ou no Azure, um tenant é automaticamente provisionado. Cada tenant possui seu próprio diretório de usuários, configurações de segurança e políticas de acesso, completamente separado dos demais.

Dentro de um tenant, os principais componentes são:

  • Usuários: identidades individuais, que podem ser membros internos da organização ou convidados externos (B2B). Cada usuário possui atributos como nome, e-mail, departamento e cargo, utilizáveis na definição de políticas de acesso.
  • Grupos: conjuntos de usuários que simplificam a atribuição em massa de permissões e políticas. Grupos podem ser estáticos (membros adicionados manualmente) ou dinâmicos (membros incluídos automaticamente com base em atributos, como “todos os usuários do departamento de RH”).
  • Funções (Roles): conjuntos de permissões que determinam o que um usuário ou serviço pode executar dentro do Azure AD ou nos recursos do Azure. O modelo RBAC (Role-Based Access Control) permite atribuições granulares, como Administrador Global, Administrador de Usuários ou Leitor de Segurança.
  • Aplicações e entidades de serviço: representações de aplicações registradas no Azure AD, que recebem permissões para acessar recursos em nome de usuários ou de forma autônoma (fluxo client credentials).

Protocolos de autenticação suportados: OAuth 2.0, OpenID Connect e SAML

O Azure AD é compatível com os principais protocolos modernos de autenticação e autorização, garantindo ampla interoperabilidade com aplicações web, móveis e APIs:

  • OAuth 2.0: protocolo de autorização que permite a aplicações obter tokens de acesso para interagir com APIs em nome de um usuário ou de forma autônoma. É a base da maioria das integrações com APIs REST no ecossistema Microsoft, como o Microsoft Graph.
  • OpenID Connect (OIDC): camada de identidade construída sobre o OAuth 2.0, que incorpora autenticação ao fluxo. Permite que aplicações verifiquem a identidade do usuário e obtenham informações básicas de perfil via ID Token. É o protocolo preferido para aplicações web e móveis modernas.
  • SAML 2.0: protocolo mais consolidado, amplamente utilizado em integrações corporativas com aplicações legadas e SaaS empresariais. O Azure AD atua como provedor de identidade SAML, sendo indispensável para integrar sistemas como SAP, Salesforce e diversas outras plataformas corporativas.

Além desses, o Azure AD suporta WS-Federation para compatibilidade com sistemas Microsoft legados e fluxos de autenticação baseados em senha para aplicações que não adotam protocolos modernos.

Sincronização com Active Directory local via Azure AD Connect

A maioria das empresas de médio e grande porte não abandona o Active Directory local de forma imediata. Para esses ambientes híbridos, a Microsoft disponibiliza o Azure AD Connect, uma ferramenta gratuita instalada on-premises que sincroniza identidades, grupos e atributos entre o AD DS local e o Azure AD na nuvem.

Com o Azure AD Connect configurado, um usuário criado no Active Directory local é automaticamente replicado para o Azure AD, podendo utilizar as mesmas credenciais tanto para acessar recursos internos quanto aplicações em nuvem. A ferramenta suporta sincronização de hash de senha, autenticação de passagem (Pass-through Authentication) e federação via AD FS, conforme os requisitos de segurança e conformidade de cada organização.

A versão mais recente, denominada Azure AD Connect Cloud Sync, opera de forma mais leve e resiliente, com agentes instalados nos controladores de domínio locais e toda a lógica de sincronização gerenciada na nuvem — dispensando a necessidade de um servidor dedicado para o Azure AD Connect tradicional.

Principais recursos e funcionalidades do Azure AD

Gestão de identidades privilegiadas (PIM)

O Privileged Identity Management (PIM) é um recurso disponível nos planos premium do Azure AD que endereça um dos maiores riscos de segurança corporativa: contas com privilégios administrativos permanentes. Com o PIM, funções elevadas — como Administrador Global ou Administrador de Segurança — deixam de ser atribuídas de forma permanente. Em vez disso, os usuários tornam-se elegíveis a essas funções e precisam ativá-las sob demanda, por um período limitado e com justificativa registrada.

Esse modelo de acesso just-in-time (JIT) reduz significativamente a janela de exposição em caso de comprometimento de uma conta privilegiada. Além disso, o PIM oferece fluxos de aprovação, notificações em tempo real e relatórios de auditoria detalhados sobre o uso de permissões elevadas — recursos essenciais para conformidade com normas como ISO 27001, SOC 2 e LGPD.

Proteção de identidade e detecção de riscos com IA

O módulo Azure AD Identity Protection utiliza inteligência artificial e sinais provenientes de trilhões de autenticações processadas diariamente pela Microsoft para identificar comportamentos suspeitos e tentativas de comprometimento de contas. O serviço classifica cada evento de autenticação com um nível de risco (baixo, médio ou alto) baseado em fatores como:

  • Credenciais vazadas detectadas em bases de dados públicas da dark web
  • Acessos de localizações geograficamente impossíveis (dois países diferentes em minutos)
  • Uso de endereços IP anônimos ou associados a redes Tor
  • Padrões de comportamento atípicos para aquele usuário específico
  • Ataques de password spray e força bruta detectados em tempo real

Com base no nível de risco identificado, políticas automatizadas podem exigir MFA imediato, forçar a redefinição de senha ou bloquear o acesso — tudo sem intervenção manual da equipe de segurança. Essa capacidade de resposta automatizada é fundamental para organizações que necessitam de proteção contínua, como abordado em detalhes em nosso conteúdo sobre o que é cibersegurança e por que empresas precisam disso.

Políticas de acesso condicional baseadas em contexto

As políticas de acesso condicional do Azure AD funcionam como um motor de decisão que avalia múltiplas variáveis antes de conceder, negar ou condicionar qualquer acesso. Diferente de firewalls tradicionais baseados em IP ou VPNs atreladas à localização física, o acesso condicional opera na camada de identidade e contexto, sendo mais preciso e adaptável a cenários dinâmicos.

Exemplos de políticas configuráveis:

  • Exigir MFA para qualquer acesso a aplicações críticas, independentemente do dispositivo ou localização
  • Bloquear acesso a dados corporativos a partir de dispositivos não gerenciados pelo Intune
  • Permitir acesso completo apenas de países específicos, restringindo todas as demais origens
  • Limitar o download de arquivos no SharePoint quando o acesso ocorre de dispositivos pessoais
  • Exigir aceite de termos de uso antes do primeiro acesso a determinada aplicação

Essas políticas são avaliadas em tempo real a cada tentativa de acesso, tornando o Azure AD um componente central de qualquer arquitetura Zero Trust.

Resiliência e alta disponibilidade do serviço

Por ser um serviço gerenciado globalmente pela Microsoft, o Azure AD opera em uma infraestrutura distribuída por dezenas de datacenters ao redor do mundo, com replicação geográfica automática dos dados de identidade. O serviço oferece um SLA de 99,99% de disponibilidade, o equivalente a menos de 53 minutos de indisponibilidade por ano.

A Microsoft projetou o Azure AD com mecanismos de resiliência que permitem a continuidade da operação mesmo durante falhas parciais de infraestrutura. Recursos como autenticação resiliente garantem que usuários já autenticados continuem acessando aplicações mesmo em cenários de degradação temporária do serviço de diretório. Para organizações que dependem do Azure AD como camada crítica de autenticação, essa resiliência nativa elimina a necessidade de planejar redundância manual — algo que seria complexo e oneroso em um ambiente de Active Directory local.

Planos e preços do Azure Active Directory (Microsoft Entra ID)

Plano gratuito: o que está incluído?

O Azure Active Directory disponibiliza uma camada gratuita bastante abrangente, incluída automaticamente em qualquer assinatura do Azure ou do Microsoft 365. O plano gratuito suporta até 500.000 objetos de diretório e contempla funcionalidades essenciais:

  • Autenticação e SSO para aplicações Microsoft e milhares de aplicações SaaS pré-integradas
  • Sincronização com Active Directory local via Azure AD Connect
  • Autenticação multifator (MFA) para usuários administradores
  • Relatórios básicos de segurança e auditoria
  • Colaboração com usuários externos via Azure AD B2B
  • Redefinição de senha por autoatendimento para usuários na nuvem

Para empresas que já utilizam o Microsoft 365 Business Premium, o plano Azure AD P1 já está incluído na licença, sem custo adicional.

Planos P1 e P2: diferenças, recursos avançados e custos

Os planos premium do Azure AD desbloqueiam funcionalidades avançadas indispensáveis para ambientes corporativos com requisitos mais elevados de segurança e conformidade:

Azure AD Premium P1 (aproximadamente US$ 6 por usuário/mês):

  • Acesso condicional baseado em contexto completo
  • Redefinição de senha por autoatendimento para usuários híbridos (sincronizados do AD local)
  • Grupos dinâmicos com regras baseadas em atributos
  • Microsoft Identity Manager (para provisionamento avançado)
  • MFA para todos os usuários, não apenas administradores
  • Azure AD Application Proxy (publicação segura de aplicações on-premises)

Azure AD Premium P2 (aproximadamente US$ 9 por usuário/mês):

  • Tudo do P1, mais:
  • Azure AD Identity Protection (detecção de riscos com IA)
  • Privileged Identity Management (PIM) para acesso just-in-time
  • Access Reviews (revisões periódicas automatizadas de acessos)
  • Entitlement Management (governança de acesso a pacotes de recursos)

Para a maioria das empresas com preocupações sérias de segurança, o plano P2 representa o melhor custo-benefício — especialmente considerando que o impacto financeiro de um único incidente por comprometimento de identidade tende a superar em muito o investimento anual nas licenças premium.

Casos de uso práticos do Azure Active Directory nas empresas

Segurança de TI corporativa e conformidade regulatória

O Azure AD é um componente central em estratégias modernas de segurança corporativa. Organizações sujeitas a regulamentações como LGPD, GDPR, PCI-DSS, HIPAA ou ISO 27001 encontram no Azure AD os controles técnicos necessários para demonstrar conformidade: logs de auditoria imutáveis, políticas de acesso documentadas, MFA obrigatório para dados sensíveis e relatórios de revisão de acessos privilegiados.

Na prática, uma empresa do setor financeiro pode utilizar o Azure AD para assegurar que apenas funcionários autorizados acessem sistemas de pagamento — com MFA obrigatório, acesso condicional restrito a dispositivos gerenciados e revisões trimestrais automáticas de permissões — tudo auditável e rastreável para fins de compliance.

Ambientes híbridos: integrando nuvem e infraestrutura local

A maioria das empresas de médio e grande porte opera em ambientes híbridos, com parte da infraestrutura ainda on-premises e outra já migrada para a nuvem. O Azure AD foi concebido exatamente para esse cenário, funcionando como a camada de identidade que une os dois mundos.

Com o Azure AD Connect sincronizando identidades do AD local, os usuários têm uma experiência unificada: as mesmas credenciais usadas para acessar o computador Windows ingressado no domínio funcionam para o Microsoft 365, aplicações Azure e sistemas SaaS externos. Para empresas em processo de migração para o Azure, o Azure AD costuma ser um dos primeiros serviços configurados, pois sustenta toda a estrutura de identidade que viabiliza os demais workloads em nuvem.

Ambientes como o Azure Virtual Desktop também dependem diretamente do Azure AD para autenticação e controle de acesso aos desktops virtuais, tornando a configuração adequada do diretório um pré-requisito para qualquer projeto de virtualização de desktops na nuvem.

Colaboração B2B e B2C com parceiros e clientes externos

O Azure AD oferece duas modalidades distintas para gerenciar identidades externas:

Azure AD B2B (Business-to-Business): permite convidar usuários de organizações parceiras para colaborar em recursos internos — como SharePoint, Teams ou aplicações corporativas — utilizando as próprias credenciais deles. Um fornecedor pode acessar um portal de parceiros com seu e-mail corporativo, sem precisar de uma conta criada manualmente na sua organização. O Azure AD gerencia a federação de identidade entre os tenants de forma automática.

Azure AD B2C (Business-to-Consumer): solução separada, voltada ao gerenciamento de identidades de clientes externos em aplicações direcionadas ao público. Permite que usuários finais se registrem e façam login com e-mail, redes sociais (Google, Facebook, Apple) ou outros provedores de identidade, enquanto a organização mantém controle centralizado sobre autenticação e dados de perfil. É amplamente adotado em portais de clientes, aplicativos móveis e plataformas de e-commerce corporativo.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Azure Active Directory é o mesmo que Active Directory?

Não. Apesar do nome similar, são serviços distintos. O Active Directory (AD DS) é um serviço de diretório on-premises, instalado em servidores Windows dentro da rede corporativa, que utiliza protocolos como Kerberos e LDAP para autenticar usuários e administrar recursos locais. O Azure Active Directory (Microsoft Entra ID) é um serviço de identidade baseado em nuvem, gerenciado pela Microsoft, que adota protocolos modernos como OAuth 2.0 e SAML para autenticar acessos a aplicações na internet. Os dois podem coexistir e ser sincronizados via Azure AD Connect em ambientes híbridos.

O Azure AD foi substituído pelo Microsoft Entra ID?

Em termos de nomenclatura, sim. A Microsoft renomeou o Azure Active Directory para Microsoft Entra ID em 2023, como parte da expansão do portfólio Microsoft Entra de soluções de identidade e acesso. No entanto, o serviço em si não foi descontinuado nem substituído por um produto diferente: trata-se do mesmo serviço, com o mesmo conjunto de funcionalidades, sob um novo nome. A maior parte da documentação, das ferramentas e dos profissionais do mercado ainda utiliza os termos “Azure AD” ou “Azure Active Directory” de forma intercambiável com “Microsoft Entra ID”.

O Azure Active Directory é gratuito?

Parcialmente. O Azure AD possui uma camada gratuita com funcionalidades essenciais, incluída em qualquer assinatura do Azure ou Microsoft 365. Essa camada contempla SSO, sincronização com AD local, MFA para administradores e relatórios básicos. Para recursos avançados — como acesso condicional completo, Identity Protection com IA e Privileged Identity Management — é necessário contratar os planos premium P1 ou P2, cobrados por usuário por mês.

Qual a diferença entre Azure AD e Azure AD B2C?

O Azure AD (Microsoft Entra ID) é voltado ao gerenciamento de identidades de colaboradores e parceiros de uma organização — funcionários internos, prestadores de serviço e usuários B2B. O Azure AD B2C é um serviço separado, desenvolvido especificamente para gerenciar identidades de clientes externos em aplicações voltadas ao consumidor. O B2C suporta registro e login com e-mail, redes sociais e provedores de identidade externos, sendo altamente customizável para oferecer experiências de autenticação com a identidade visual da empresa. Os dois serviços possuem modelos de preço, configuração e casos de uso completamente distintos.

Como o Azure Active Directory protege contra ataques de identidade?

O Azure AD combina múltiplas camadas de proteção contra ameaças à identidade. O Identity Protection emprega IA para detectar credenciais vazadas, acessos de localizações suspeitas e padrões de ataque como password spray. O acesso condicional bloqueia ou condiciona automaticamente acessos de alto risco. O MFA garante que senhas comprometidas isoladamente não sejam suficientes para invadir uma conta. O PIM elimina contas com privilégios permanentes. Em conjunto, esses recursos formam uma defesa em profundidade contra os vetores de ataque mais comuns, incluindo phishing, credential stuffing e movimentação lateral após comprometimento inicial.

É possível usar o Azure AD com serviços fora da Microsoft, como AWS?

Sim. O Azure AD opera como um Identity Provider (IdP) universal e pode ser integrado com praticamente qualquer plataforma que suporte SAML 2.0, OAuth 2.0 ou OpenID Connect. A AWS, por exemplo, suporta federação com o Azure AD para acesso ao console e às APIs via SSO. Outras plataformas como

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